A descoberta da Fórmula da Felicidade Sustentável

Ao longo da minha vida me questionei várias vezes como poderia alcançar a felicidade. E quem não? De forma instintiva, fui desenvolvendo as minhas atividades naquilo que gostava e que me dava prazer ou satisfação intelectual.

É possível aprender ou ensinar a ser resiliente?

 

Muito se fala da importância da resiliência na vida e no perfil dos executivos de hoje em dia. Rhandy di Stefano,  presidente do ICI - Integrated Coaching Institute e meu instrutor na formação de Executive and Life Coaching em 2014, disse que a resiliência é considerada a competência número 1 para se obter sucesso sustentável na carreira. Ele também disse que existem evidências e estudos que demonstram que os jovens da geração Y e Millenials tem baixa resiliência porque não estão acostumados a se frustrar.

Tanto a primeira informação quanto a segunda me deixaram curiosa, mas confesso que a segunda mais. Para entender mais sobre o assunto fui pesquisar e encontrei vários artigos com abordagens complementares considerando, por exemplo, se a pessoa nasce resiliente ou se esta característica de comportamento pode ser adquirida. Também encontrei estudos com grupos de adolescentes considerando diferentes variáveis para medir o “grau” de resiliência, como: nível sócio econômico, ambiente familiar, traumas, abusos, doenças mentais, entre outros.

Vou resumir aqui o que mais me chamou a atenção dessas leituras e espero que ajude na reflexão sobre a educação dos próprios filhos e como prepará-los para enfrentar as adversidades inerentes à vida.

Mas, afinal, para que serve a resiliência?

A resiliência é a capacidade de enfrentar crises, perdas, graves adversidades, rupturas e desafios, resolvendo as situações e recuperando-se diante delas. Em um estágio mais avançado, a resiliência pode ainda ser a habilidade de transformar experiências negativas em aprendizado e oportunidade de mudança.

Como estimular as crianças e os jovens a serem resilientes?

Fatores que contribuem para a resiliência dos jovens:

 1. Poder de aprendizagem, estabilidade emocional e controle da raiva e temperamento.

Podemos usar algumas práticas para lidar com os fatores acima:

üIncentivar os jovens a praticarem esportes, participarem de concursos de soletração, redação, cálculo e ciências.

üAjudar as crianças com dificuldades no aprendizado básico no momento certo.

üEstimular as crianças e adolescentes a expressarem seus sentimentos e frustrações, e interagir, levando em consideração e respeitando esses sentimentos, ensinando formas de relaxamento e de controle da raiva. Nesta área a prática de Mindfulness tem se mostrado muito eficaz.

 

2. Autoimagem positiva, confiança, otimismo, capacidade de resolver problemas, tomar decisões, resolver conflitos e administrar o stress.

Como ajudá-los a desenvolver essas características:

üContrapor o pensamento negativo, mostrar a situação de uma forma mais otimista ao avaliar o contexto e a situação.

üAcompanhá-los a organizar metas positivas e realistas e ensinar técnicas para desenvolver a auto disciplina.

üIncentivar os jovens a desenvolver estratégias para lidar e superar o stress através da confiança nas suas habilidades e talentos e na disciplina para finalizar tarefas.

üEnsinar competências de comunicação e resolução de conflitos, demonstrar bom comportamento social e positivo, como cuidado e respeito.

üIncentivá-los a serem responsáveis pelos seus atos e projetos. Por um lado, isto os exporá a barreiras e fracassos desde cedo dando uma dimensão da realidade em cada etapa da infância/adolescência e, por outro lado, lhes dará confiança pelas conquistas alcançadas.

O menu é longo, mas com bom senso e, principalmente, desempenhando como pais, um estilo autoritativo que, segundo o psicólogo Laurence Steinberger, é o estilo parental que mais fomenta a resiliência de crianças, podemos conseguir bons resultados.

Os adultos autoritativos são:

üAfetuosos, cuidadosos e carinhosos, mesmo quando expressam a desaprovação

üDisciplinam de maneira construtiva, justa e consciente

üTêm expectativas apropriadas para seus filhos, de acordo com cada etapa da vida

üElogiam os filhos por seus esforços e realizações

Enfim, a resiliência pode sim ser aprendida. E quanto mais cedo começarmos a desenvolver essa competência, melhor.